ue se tornou característico. A palavra “tropeiro” deriva de tropa, numa referência ao conjunto de homens que transportavam gado e mercadoria no Brasil colônia. O transporte era feito no lombo de mulas e podiam durar semanas.
A descoberta do ouro e de diamantes foi responsável por um grande afluxo populacional de paulistas, portugueses e escravos para a região das Minas Gerais. Aqueles que migraram para a região se dedicavam a mineração, deixando a agricultura de lado, o que fez com que o transporte tanto dos produtos manufaturados que chegavam de Portugal, quanto dos gêneros agrícolas fossem realizados no lombo de animais e se tornassem extremamente importante para o abastecimento da população daquela região.
Para alimentar essas tropas de forma prática e rápida durante as viagens era colocado em um caldeirão o feijão quase sem molho misturado à farinha de mandioca, toucinho, carne de sol, linguiça, tempero e couve picada. Assim surgiu o feijão tropeiro, um prato simples composto de alimentos não perecíveis que podiam ser carregados por longos dias de viagem e preparados por homens em acampamentos improvisados.
Além de consumido em Minas Gerais, hoje o feijão tropeiro é destaque em vários restaurantes mineiros aqui em São Paulo e geralmente é servido acompanhado de arroz, lombo, torresmo e couve. Mas não vou falar dos restaurantes mineiros em São Paulo agora, pois renderá um novo texto…
Ficou com vontade de comer? em outra página segue a receita do feijão tropeiro que era servido no Mineirão – era porque o estádio está sendo reformado para a Copa 2014 e não se sabe se depois ele continuará no cardápio dos jogos.
Acabar com essa iguaria seria um disparate, pois a família da Dona Vina, que era responsável pelo restaurante, serviu essa especialidade lá por mais de 30 anos.Poderá gostar de:
http://culinariacaradagente.blogspot.com.br/2012/06/feijao-tropeiro-1.html
http://culinariacaradagente.blogspot.com.br/2012/06/feijao-tropeiro-2.html

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